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Cientistas recomendam a construção de novas cidades para acolher refugiados climáticos

Um relatório do Reino Unido sugere que as populações mais pobres devem receber ajuda para sair de áreas de risco sujeitas a secas e inundações e que o planeamento destas acções deve ser iniciada o mais cedo possível. Caso contrário, assistiremos a desastres humanitários sem precedentes como resultado das alterações climáticas.

O relatório Migration and Global Environmental Change detalha os efeitos da degradação ambiental nos padrões de migração humana.

Nos próximos 20 a 30 anos, as alterações climáticas serão uma das principais causas da migração de seres humanos. Os cientistas não avançaram a quantidade de pessoas que se deslocarão mas, não têm dúvidas de que as migrações em massa poderão destabilizar alguns países. Os cenários avaliados apontam que a maior parte das migrações serão dentro do próprio país, provavelmente das zonas rurais para as zonas urbanas.

Segundo Richard Black professor da Universidade de Sussex, “o relatório apresenta uma boa base de princípios para os decisores políticos que pretendam resolver os problemas de migração no futuro.”

Os governos são aconselhados a considerar o planeamento e construção de novas cidades com a ajuda dos países mais ricos, se necessário através de agências de ajuda, para acolher estes refugiados climáticos. Neil Adgerm, professor de economia do ambiente da Universidade de East Anglia refere que "as cidades devem estar equipadas com infra-estruturas adequadas o que inclui o acesso a água potável, saneamento e energia."

Outra medida avançada é facilitar a saída de um ou dois membros de uma família para trabalhar noutro local para evitar a migração de comunidades inteiras.

Para John Beddington, conselheiro científico principal do governo britânico, “as migrações devem ser bem geridas caso contrário, é possível uma proliferação de desastres humanitários a uma escala sem precedentes.”

De acordo com o relatório, centenas de milhões de pessoas podem ficar encurraladas em ambientes inóspitos o que agravará o cenário de mortalidade associado ao clima.

Os especialistas defendem que a migração não deve ser vista apenas como um problema e alertam que tentar travá-la poderá ser uma abordagem errada. Os custos de não desenvolver planos para minimizar o impacte das alterações climáticas nas populações serão muito maior e mais trágico segundo os autores do relatório, do que tratar do problema antecipadamente.

 

 

 

Fonte: www.bbc.co.uk, www.guardian.co.uk

O nível do mar...

…continuará a subir nos próximos 500 anos independentemente das reduções nas emissões

Foi recentemente publicado na revista Global and Planetary Change um estudo que prevê as alterações do nível do mar no futuro.

Recorrendo à modelação, e com base nos níveis de emissões de gases ao longo do séc. XX e aos seus efeitos, os investigadores do Niels Bohr Institute (Copenhaga, Dinamarca) criaram 4 cenários distintos no que toca à magnitude da contaminação da atmosfera.

Os cientistas chegaram à conclusão que o nível do mar continuará a subir nos próximos 500 anos, mesmo que se façam grandes esforços para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), aerossóis e poluição.

Com efeito, a equipa verificou que, mesmo no cenário mais optimista, que implicaria a definição de metas de redução ambiciosas, bem como consideráveis avanços tecnológicos e cooperação internacional, é de prever que o nível do mar subisse 60 cm em 2100, valor que atingiria os 1,8 m em 2500.

Aslak Grinsted, investigador do Niels Bohr Institute, explica “No séc. XX o nível do mar subiu, em média 2 mm por ano, mas está a acelerar e nas últimas décadas, o aumento do nível do mar tem ocorrido de forma 70% mais rápida. Mesmo que estabilizemos as concentrações [de gases com efeito de estufa] na atmosfera, podemos ver que a subida do nível do mar continuará a acelerar durante vários séculos devido ao longo tempo de reacção por parte do mar e das massas geladas”.

E o investigador conclui “Desta forma, seriam necessários 2400 anos para que se voltasse ao grau de subida do nível do mar de 2mm por ano.”

Por outro lado, os resultados do estudo revelaram também que, no cenário mais pessimista, em que se continuaria a observar um aumento das emissões, observar-se-ia um aumento de 1,1 m no nível do mar até ao ano 2100, e de 5,5 m em 2500.

Por fim, a computação dos cenários mais realistas, que correspondem à estabilização das emissões e poluição, seria de esperar uma subida de 75 cm no nível do mar até 2100, e de 2 m até 2500.

Fonte: www.sciencedaily.com

Dia Mundial do Ambiente - 5 de Junho

No dia 5 de Junho comemora-se mais um Dia Mundial do Ambiente, este ano de 2011 sob o tema “Florestas: a natureza ao seu serviço”, dado estar a decorrer o Ano Internacional das Florestas.

 

 

São múltiplos os serviços prestados pelas florestas à humanidade e à vida sobre a terra em geral – desde o facto de serem os “pulmões” do planeta, capturando dióxido de carbono e libertando oxigénio e assim terem um papel determinante no controlo das alterações climáticas, até o proporcionarem dos mais ricos ecossistemas terrestres com inúmeras espécies animais e vegetais – sendo, pois, factores determinantes para uma existência com qualidade.

 

Para que estes serviços se possam manter e melhorar, para que se possa fazer face a ameaças reais como a desflorestação indevida (ao nível mundial cada ano é destruída uma área equivalente a Portugal), a extensão da monocultura por espécies exóticas com a consequente ameaça à biodiversidade, etc., é necessária a consciencialização para atitudes responsáveis, que passam necessariamente por medidas de gestão sustentável das florestas tendo em vista uma “economia verde” e os consequentes benefícios económicos, sociais e ambientais.

VIVA O AMBIENTE!

Vamos Todos Reciclar!

Foi recentemente instalado e disponibilizado à população de Viadal, um Ecoponto destinado ao depósito de variados materiais recicláveis, aproveitando para de seguida divulgar algumas das regras e conceitos básicos sobre a correcta separação de resíduos: 

Regras de Separação 

Quase tudo, em matéria de embalagens, pode ser reciclado: o plástico, o metal, o papel/cartão, o vidro e, também, a madeira. 

O primeiro passo da reciclagem é separar as embalagens usadas por tipo de material. Depois de utilizadas é necessário escorrê-las e enxaguá-las para que os restos dos produtos que estavam no seu interior não provoquem maus cheiros enquanto as guardamos em casa. Posteriormente, e sempre que possível, devem espalmar-se para reduzir o espaço que ocupam em casa e tornar mais fáceis as idas ao ecoponto. 

Por último, é importante retirar as rolhas e as tampas sempre que são feitas de outros materiais, diferentes da embalagem. 

O último passo é colocar as embalagens nos respectivos contentores: o plástico e metal no ecoponto amarelo; o papel e o cartão no azul; e, por fim, o vidro no verde. As embalagens de madeira, por serem menos frequentes, devem ser directamente depositadas nos ecocentros.

Uma nota de agradecimento para as pessoas que se envolveram neste nosso pedido e o tornaram possível de o concretizar.

A Direcção,